6.1.04

Portugueses pessimistas para 2004: Quase metade dos portugueses - 47 por cento - acha que, em 2004, a situação económica do país vai ser pior do que em 2003. Este é um dos dados da sondagem da Universidade Católica para o PÚBLICO e a RTP.
O pessimismo sobre a situação do país é maior entre as mulheres, 51 um por cento, do que entre os homens, apenas 42 por cento pensa que a situação económica vai piorar durante este ano. E trinta por cento dos homens acha mesmo que pode melhorar. Mas como só 19 por cento das mulheres pensa o mesmo, o total da amostra que acredita em dias melhores na economia portuguesa é de 24 por cento, enquanto 23 por cento pensa que vai tudo ficar igual.
Se estão tão pessimistas em relação à situação do país, os portugueses já não estão tanto em relação à sua própria situação pessoal. Mais de metade dos inquiridos, 52 por cento, pensa que a sua situação financeira pessoal vai ficar na mesma, enquanto 26 por cento acha que vai piorar e 19 por cento considera que pode melhorar.
Sobre o que pensam fazer no próximo ano, 24 por cento elegem uma viagem ao estrangeiro. Mas a segunda hipótese mais escolhida, com 18 por cento, é comprar um telemóvel novo. Só 11 por cento pensa comprar ou trocar de carro e desce para nove por cento quando se fala em mudar de casa. Nove por cento pensam comprar um computador e só dois por cento espera investir na bolsa
Voltando à situação a nível nacional, uma esmagadora maioria de 64 por cento pensa que o desemprego vai aumentar. Só 19 por cento acreditam que vai ficar na mesma e 12 por cento pensa que pode diminuir.
Uma vez que a economia portuguesa já teve períodos de forte crescimento económico e de convergência com a média europeia, foi também perguntado quando é que acham que a economia portuguesa pode voltar a ter um desempenho semelhante. E mais uma vez é o pessimismo a vencer a esperança. Oito por cento dos inquiridos respondem mesmo "nunca mais". Só 11 por cento acredita que a retoma pode começar ainda este ano, como anuncia o Governo e pede o Presidente da República. A maioria, 27 por cento, remete para o próximo ano a recuperação da convergência com a UE, mas 19 por cento diz que tal só começará a acontecer em 2006 e 17 por cento remetem mesmo para depois de 2006. Estes números permitem ainda outra conclusão: um em cada quatro inquiridos acredita que a retoma só acontecerá depois de 2006 ou nunca.

5.1.04

Portugueses enviam 146 milhões de SMS no Ano Novo: As operadoras móveis portuguesas, a TMN, a Vodafone e a Optimus, registaram mais de 146 milhões de mensagens curtas escritas (o chamado SMS) processadas entre 31 de Dezembro e 1 de Janeiro - de acordo com os dados divulgados na passada sexta-feira pelas três empresas.
O número de SMS processadas - inclui mensagens recebidas e enviadas, mensagens de aviso de correio de voz e notificações - pela TMN, a empresa líder do mercado móvel, foi de 72 milhões.
Os clientes da operadora enviaram 19,5 milhões de mensagens, entre 31 de Dezembro e 1 de Janeiro, o que representa mais 24 por cento que no ano passado. O pico no envio de mensagens na TMN foi atingido entre as 19h00 e as 00h00 do dia 31 de Dezembro. [...]
A Vodafone registou 36 milhões de SMS processados, com maior fluxo entre as 19h00 e as 20h00 de 31 de Dezembro e as 00h00 e a 1h00 do dia 1 de Janeiro. [...]
A Optimus revelou que processou 38 milhões de SMS, dos quais 12 milhões foram enviadas pelos clientes da operadora da Sonaecom - valor que representa um crescimento de 33 por cento face a igual período de 2002. O pico de tráfego na Optimus registou-se entre as 18h00 e as 19h00 do dia 31 de Dezembro. Nas comunicações por voz, o pico do tráfego teve lugar entre as 00h00 e a 1h00.
Mais de meio milhão de portugueses vivem sozinhos: Solteiros, viúvos, divorciados. Em Portugal, há cada vez mais pessoas a viver sós. Apesar de ainda não serem tantos como no resto da Europa, aumentaram 44,1 por cento de 1991 para 2001.
Há 12 anos, os Censos assinalavam 397.372 pessoas a viver sozinhas. Em 2001, o número subiu para 572.620. Em termos da representatividade no seio da população portuguesa, eram quatro por cento em 1991 e passaram a corresponder, dez anos depois, a 5,5 por cento dos residentes no país.
A grande maioria (67,5 por cento) dos que vivem sozinhos são mulheres e pertencem aos grupos etários mais velhos (62,7 por cento têm mais de 65 anos). Em relação aos homens, os que vivem sós são sobretudo jovens (e apenas 37,1 têm para cima de 65 anos).
Por todo o país se assistiu ao aumento do número de pessoas que vivem sós, mas o fenómeno acentuou-se sobretudo nos grandes centros urbanos. A percentagem mais elevada regista-se na região de Lisboa e Vale do Tejo e Grande Porto. Os valores mais diminutos estão no interior do país.
O envelhecimento da população reflecte-se sobretudo no número de idosos a viver sozinhos. Mas há também muitos solteiros a viver sozinhos - houve uma mudança de comportamentos e já não se sai de casa só para casar. E mesmo os que o fazem podem voltar a constar das estatísticas dos que moram sós, porque entretanto se separam, divorciam ou enviuvam.
O Instituto Nacional de Estatística verificou que metade (50,1 por cento) das pessoas sozinhas são viúvas, a maioria a das quais mulheres idosas; 31,2 por cento são solteiras (17,7 por cento são mulheres); e 10,8 por cento são divorciadas (também neste grupo o sexo feminino está em primazia).
A tendência é para que os números continuem a crescer, mas não tão rapidamente como na Europa, realça José Azevedo, professor do departamento de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. É que ainda há muitas casas onde vivem três gerações e os jovens tendencialmente saem mais tarde de casa, justifica.
De qualquer forma, há ainda um longo caminho a percorrer até o país chegar aos números europeus, que apontam para 12 por cento da população a viver sem companhia, concorda Rosário Mauritti, do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE).

Alguns Números:
- 67,5 por cento dos portugueses que vivem sós são mulheres
- 8,4 por cento das pessoas que moram sozinhas têm menos de 30 anos de idade
- 17,3 por cento estão entre os 30 e os 49 anos; aqui, a proporção de mulheres é inferior à dos homens
- 19,8 por cento têm idades compreendidas entre os 50 e os 64 anos
- 54,4 por cento têm mais de 65 anos; neste grupo, a proporção de mulheres é praticamente o quádruplo dos homens
- 36,7 por cento encontram-se na faixa etária dos 65-79 anos
- 14,7 por cento têm mais de 80 anos; as mulheres representam 11,4 por cento
- 24,4 por cento das pessoas que vivem sós concentram-se na Grande Lisboa e 10,2 por cento no Grande Porto; seguem-se a Península de Setúbal (7,4 por cento) e o Algarve (4,8)
Dados do Instituto Nacional de Estatística, relativos aos Censos 2001
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Mil milhões de rolhas "voarão" na passagem de ano: Mil milhões de garrafas de champanhe vão abrir-se ao virar do ano, em todo o mundo, para festejar a entrada em 2004 e metade das rolhas que então "voarão" dos gargalos serão de fabrico português, estima a associação empresarial do sector.
Segundo a Associação Portuguesa da Cortiça (APCor), em 1999 venderam-se em todo o mundo mais de 327 milhões de garrafas de champanhe, número que triplicou no virar do milénio e que deverá manter-se nesta passagem de ano.
Portugueses sofrem mais de reumatismo, hipertensão e diabetes: Os portugueses sofrem mais de doenças crónicas como o reumatismo, a hipertensão e a diabetes do que os cidadãos dos restantes países da União Europeia (UE), revela uma sondagem europeia.
Segundo um relatório especial do Eurobarómetro, intitulado "Saúde, Alimentação e Álcool e Segurança", o reumatismo e a artrite afectam 38,2 por cento dos portugueses, enquanto 22 por cento sofrem de hipertensão e dez por cento de diabetes.
Os resultados da sondagem, efectuada entre Janeiro e Fevereiro deste ano, indicam que um quarto dos europeus sofre de doenças crónicas, sendo que a média europeia para as patologias mencionadas situa-se nos 22 por cento para o reumatismo e artrites, 16,5 por cento para a hipertensão e seis por cento no caso da diabetes. [...]
No que toca a consultas médicas, os cidadãos do Luxemburgo, da antiga Alemanha de Leste e da Áustria foram os que mais as realizaram no último ano, enquanto os portugueses, italianos, espanhóis, gregos e irlandeses estão abaixo da média europeia.
Relativamente à ingestão de bebidas alcoólicas, Portugal (50,9 por cento), Itália (55,4 por cento) e Espanha (49,9 por cento) possuem a menor taxa de consumidores nas últimas quatro semanas. Porém, os portugueses que consumiram álcool colocam o país no topo da tabela relativamente ao número de dias em que foram consumidas bebidas alcoólicas (22,77 dias), seguindo-se a Itália (19,06 dias) e a Espanha (19,01 dias).